74% dos brasileiros não pagaram todas as contas na pandemia

Por: Da Redação em 09/02/2021 - 18h46

Recente pesquisa comandada pela Acordo Certo, com 1.487 pessoas entre os dias 11 e 14 de agosto, revelou que 82% das pessoas priorizaram algumas contas em detrimento de outras no primeiro semestre do ano. Dessas, 74% ainda não haviam regularizado todas.

Estes números são reflexo dos impactos negativos da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) na vida financeira dos brasileiros. Ainda de acordo com o estudo, cerca de 70% declararam que tiveram a renda familiar diminuída.

A pesquisa revela também que quase metade dos entrevistados não teve alteração na situação de trabalho. Ainda assim, três em cada dez relatam que deixaram de trabalhar após a pandemia. Negociação de dívidas foram as contas que os consumidores mais deixaram de pagar, seguidas por cartão de crédito e conta de luz que aparecem na sequência.

Empréstimo para solucionar dívidas durante a pandemia

O estudo revela, também, que mais da metade dos entrevistados precisou pedir dinheiro emprestado para pagamento de dívidas, nem sempre recorrendo a bancos, já que cerca de 53% pediu a algum amigo ou parente. Para conseguir quitá-las, o parcelamento e a diminuição dos juros são as soluções mais citadas.

Entre as pessoas que solicitaram saque emergencial do FGTS ou auxílio emergencial, o principal uso foi para pagamento de contas atrasadas e compra de alimentos. Os benefícios também foram usados para pagamentos de contas mensais e também para pagar amigos ou parentes.

Ninguém gosta de ficar inadimplente, mas é natural que com o orçamento apertado, algumas contas mais urgentes e compra de comida sejam priorizadas. Outra pesquisa que fizemos em maio, já indicava que as pessoas achavam que não conseguiriam pagar todas as dívidas no curto prazo. Quando as finanças estiverem menos fragilizadas, as pessoas precisarão de soluções que as ajude a retomar ao equilíbrio” [Thales Becker – CMO da Acordo Certo]

Veja dicas para negociar empréstimos e refinanciamento em meio à pandemia

Em meio a esse momento conturbado, especialistas indicam que o ideal no momento é procurar o seu banco e negociar dívidas, procurando maneiras de diminuir o impacto do período em seu planejamento financeiro. Para isso, o advogado Paulo Akiyama oferece algumas dicas que podem ajudar a barganhar taxas e empréstimos.

O cliente dos bancos é o patrimônio mais valoroso da instituição, pois é quem investe ou toma recursos, gerando meios de receitas. Já estava na hora dos bancos se conscientizarem e flexibilizar as negociações, diminuindo tarifas ou aumentando os prazos para pagamentos” [Paulo Akiyama – Advogado]

Desde o início da pandemia, muitas instituições fizeram campanhas enaltecendo a ajuda que tem oferecido para os correntistas, mas é importante se atentar às condições impostas para que esses benefícios aconteçam. Um exemplo é o período de 60 dias para pagamentos de empréstimos pessoais, que na verdade são válidos apenas para clientes que estejam em dia com as parcelas.

Quanto ao restante, que podem ter sido afetados pela situação e com renda reduzida, são encaminhados para a negociação com empresas terceirizadas e taxas de juros ainda mais altas do que eram inicialmente.

Um dos principais pontos é procurar pelas instituições financeiras antes mesmo de ficar inadimplente e buscar por todos os meios negociar para mudar o perfil do endividamento. Por agora, uma boa maneira de fazer isso é alongando a dívida, lembrando que a retomada da economia pode ser mais lenta. Quando os ventos mudarem, é possível procurar maneiras de encurtar o tempo de pagamento a juros menores” [Paulo Akiyama – Advogado]

Também é essencial que, ao buscar recursos, empresários e pessoas físicas tenham um bom planejamento, com as futuras receitas e despesas destacadas. Com esses dados organizados, a negociação fica mais simples.

Além disso, Akiyama ressalta a importância de solicitar condições de pagamento que sejam mais vantajosas, incluindo uma carência de 60 a 90 dias para pagamento. Bancos oficiais, como a Caixa Econômica e Banco do Brasil podem oferecer tarifas e juros factíveis devido a pandemia, por isso são boas opções.

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