Produtos da Cesta Básica Aumentam em Todas as Capitais do Brasil

Dieese Avaliou Ainda Que o Salário Mínimo do Brasileiro não é Suficiente para Compra

Por: Gustavo Aguiar em 27/01/2021 - 10h30

Tudo mais caro: é o que mostra a Pesquisa Nacional da Cesta básica de Alimentos realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). 

Quem esperava uma boa notícia para o início de 2021 com a possibilidade de preços mais baixos, se frustrou um bom tanto. 

A bem da verdade é que os alimentos básicos para a mesa do brasileiro estão ainda mais caros, em relação ao mês de dezembro de 2021. O dado faz referência às 27 capitais brasileiras.

Salário Não é Suficiente, aponta Dieese

De acordo com a avaliação do Dieese, o salário mínimo do brasileiro não é suficiente para cobrir uma cesta básica tão cara, junto aos demais custos de vida – coloque na lista: água, energia, gás, aluguel, transporte mensalidades escolares e demais serviços.

Para que um trabalhador pudesse comprar os alimentos básicos para uma família de quatro pessoas em um orçamento adequado, o salário mínimo deveria ser equivalente a R$ 5305. 

Decretado pelo presidente Jair Bolsonaro, entrou em vigor no início deste mês o salário mínimo para 2021, no valor de R$ 1045. O salário mínimo não teve aumento real, ou seja, não foi suficiente para combater a infação.

O valor de R$ 1045 corresponde a cinco vezes menos do que seria o adequado para o brasileiro, segundo o Instituto.

Mais da Metade do Salário Fica na Cesta

Outro dado preocupante para o povo brasileiro é que em média mais da metade do salário líquido (após o desconto do INSS) do trabalhador é gasto exclusivamente para o pagamento de itens básicos de consumo. 

Esse valor corresponde a 56,57% dos salários mínimos, sobrando pouco mais de 43% para todo o restante como aluguel, contas de água e luz, alimentação diária, transporte, saúde, educação e outros gastos diversos do cotidiano e de casa, sem considerar um excedente ou gastos com lazer, por exemplo.

Nordeste Mais Prejudicado

A capital que liderou o ranking do aumento do preço da cesta básica foi a baiana, Salvador, com 32,89% de aumento dos seus produtos, seguida da também nordestina Aracaju com 28,75%.

Os resultados mostram uma tendência comum da pesquisa, que evidenciam uma situação ainda mais sofrida para alguns estados do Nordeste. Já Curitiba, no sul do país enfrentou o menor.

São Paulo, cidade usada como referência nacional para este estudo, teve a cesta básica com custo de R$ 631,46, um valor 0,36% mais alto do que no mês de dezembro e 24,67% em relação ao ano passado.

Nem o Recife Escapou

Em dezembro, os dados do estudo mostraram um aumento na cesta básica em 26 capitais do país. Na oportunidade, a única exceção era Recife, a capital de Pernambuco, que não escapou da “faca do aumento” desta vez.

O Dieese também havia anunciado em outubro, mês anterior a esses aumentos sucessivos, que 60% da inflação dos mais pobres é referente à cesta básica. 

Maior Desemprego da História

Os aumentos sucessivos dos últimos meses são simultâneos à pior taxa de desemprego da história do Brasil. Atualmente, 14,7% dos brasileiros não têm emprego formal e renda fixa.

Esse número corresponde a um total de 14,1 milhões de brasileiros que, mesmo sem trabalho, veem seu consumo básico afetado pela alta dos preços.

Exportação Prejudica Preço

Falando em recorde, a exportação registrou alguns em 2020, como por exemplo, no preço da carne bovina. Algo que ajuda a justificar a alta desses produtos básicos é a baixa oferta, já que a prioridade é exportar.

Com um número maior de exportações, o produtor lucra mais – já que vende para grandes mercados de moedas mais valorizadas, como os EUA e o seu dólar, a União Européia e o Euro. 

Dado ruim para o consumidor, que paga mais por um produto de menor qualidade e não vê o lucro dessas exportações entrando na mesa de sua casa.

Como andam as refeições na sua casa? Você sente diferença no bolso quando vai fazer as compras de mercado? Deixe sua impressão nos comentários.

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