Como Montar Uma Planilha de Finanças Pessoais

Montamos um passo a passo para você criar uma planilha pessoal de finanças. Uma vez criado e consolidado, este é um documento precisa fácil manuseio para você inserir seus custos e ganhos e criar o hábito constante de seu fluxo monetário

Por: Keila Baraçal em 25/05/2020
Como Montar Uma Planilha de Finanças Pessoais

Pensar em ter uma planilha pessoal de finanças pode ser uma boa estratégia para quem está com muitas dívidas e já se perdeu em meio a tanta contas para pagar durante o mês.

Pode servir também para pessoas que possui dívidas e, neste estágio da vida, seja necessário controlar o fluxo de pagamento, chegada e saída do dinheiro. Serve ainda para quem já está com as finanças controladas e, neste sentido, não não há mais o desejo perder o controle dos valores que estão circulando em caixa.

Por isso, montamos um passo a passo para você criar uma planilha pessoal de finanças. Uma vez criado e consolidado, este é um documento precisa fácil manuseio para você inserir seus custos e ganhos e criar o hábito constante de seu fluxo monetário.

Onde encontrar uma planilha?

Para quem sempre leva um susto cada vez que se vê na obrigação de entrar em contato com uma planilha, atenção: ela não é um bicho de sete cabeças, uma monstrona. Muito pelo contrário contrário: ela serve para ajudar.

E, neste caso, auxilia na organização de dados, contas, entradas e saídas de dinheiro, bem como cenários possíveis de investimentos. Planilha nada mais é do que um software, um programa capaz de inserir dados numéricos e gráficos em formatos de barras, pizza etc. As planilhas podem aparecer com as seguintes opções:

  • Pacote Office: faz parte do pacote Office da Microsoft e é um dos programas mais populares ou conhecidos, possuindo funções básicas e avançadas. Para usar, é necessário fazer a compra da assinatura do programa;
  • Planilhas Google: programa desenvolvido pelo Google. É gratuito e pode ser usado por qualquer pessoa que tenha conta no Gmail. Todas as informações ficam salvas na nuvem;
  • LibreOffice e OpenOffice: pacotes de programas de escritórios grátis. Serve como alternativa aos programas da Microsoft Office;
  • Zoho Sheet: Possui versão gratuita para 25 usuários e todas os arquivos também ficam arquivados em nuvem.

Quais são os recursos de uma planilha?

  • Procura: busca por resultados, células específicas, valores em qualquer parte do documento;
  • Data e tempo: trabalha com dias, meses, semanas, anos e horários entre períodos previamente estabelecidos;
  • Estatísticas: calcula médias, entre valores numéricos;
  • Matemática: soma, subtrai, multiplica e divide valores numéricos.

Colocando a planilha financeira pessoal para funcionar

A forma visual que sua planilha irá se apresentar vai ser aquela você mais se sentir à vontade na hora do manuseio e futuras análises. O formato não precisa ser o mesmo para sempre. Ele pode sofrer transformações na medida em que você passa a ter mais intimidade com o programa e também surgem novas necessidades financeiras.

O que é importante deixar claro é que ela precisa ser bem simples, prática, objetiva, uma vez que você vai mexer nela todos os meses – nem que seja pelo menos uma vez no mês. Pesquise sobre recursos, opções de cálculos e o que mais você julgar necessário para o seu momento.

Passo 1

Escolha o programa adequado: com base em algumas opções que foram apresentadas aqui, o primeiro passo é fazer a escolha de qual software você vai usar. Existem outras opções disponíveis no mercado, então é possível escolher aquele de sua preferência e o que tem mais a ver com você e com o seu jeito de trabalhar.

Passo 2

Insira os meses do ano: a inserção dos meses devem corresponder ao mês do ano vigente. Se você estiver no mês de janeiro, insira os 12 meses do ano. Caso você esteja começando a fazer sua planilha no mês de julho, coloque os meses do referido mês até dezembro. E aí, no ano seguinte, aplique na planilha os meses de janeiro a janeiro. Repita essa ação ano após ano.

Passo 3

Liste as despesas: neste momento, é importante que ter consciência de exatamente todas as contas que você precisam ser pagas durante o mês. Coloque, então, um item abaixo do outro. Pense nas contas fixas de casa (água, energia, internet, gás, condomínio, aluguel, parcela do financiamento, convênio médico); pagamentos relacionados à educação (mensalidades escolares, da faculdade, da pós-graduação, além de curso de idiomas e demais cursos extras).

Devem constar também custos com mercado, boletos bancários, cartão/ cartões de crédito, alimentação, enfim, todas as contas que você sabe que existe e que precisam ser pagas. Se você já faz algum tipo de poupança, coloque na lista também – pode ser poupança, valores no tesouro direto, fundos de investimentos etc.

Passo 4

Lista de entrada de dinheiro: elenque todas os tipos de entrada de dinheiro na planilha de finanças. Coloque também um item abaixo do outro. Os itens podem ser salário, aluguel e demais rendas. Para empreendedores: cliente 1, cliente 2, cliente 3 e assim por diante.

Passo 5

Eleja datas fixas para analisar os dados e movimentar as finanças: para que aconteça a boa gestão dos seus dados financeiros, é importante que você eleja dias fixos – ou mais ou menos semelhantes ao longo dos meses – para mexer na sua planilha. Associe essas datas, por exemplo, aos dias que você recebe ou ao dia que você paga as contas. Isso ajuda na hora inserir os dados de custos e ganhos, sem esquecer nada. Lembre-se que isso é deve se tornar um hábito.

A partir de ganhos e gastos, faça uma reflexão sobre suas finanças

A partir do momento em que você conseguiu consolidar a sua planilha, elencou seus gastos, investimentos e entradas de quantias, vale a pena olhar com bastante atenção sobre a realidade sua vida financeira. Faça para si mesmo algumas perguntas como?

  • O que eu ganho é o suficiente para pagar minhas contas e fazer investimentos?
  • Com este valor, consigo montar uma estratégia para minha liberdade financeira?
  • Se o que eu ganho não satisfaz as minhas despesas, de que forma posso aumentar minha renda?

Por fim, crie metas de gastos e faça sempre uma revisão do seu fluxo financeiro com o auxílio da planilha

Com a planilha em mãos e depois refletir sobre seus ganhos e custos, estabeleça meta. Acompanhe no seu documento a evolução daquilo que você pensou como ideal – e se está posto em prática. Pergunte-se sempre se essas escolhas fazem sentido para você, através de revisões de atitudes presentes e passadas.

E então, o que acha da ideia ter sua planilha pessoal?

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