Como tirar proveito do baixo rendimento da poupança?

Por: Da Redação em 09/02/2021

A famosa caderneta de poupança, sem dúvida alguma, acaba sendo o primeiro produto com o qual temos contato no mercado financeiro, com o foco de investimento. Afinal, ela funciona da maneira mais básica para o dinheiro render no dia a dia, mas que em tempos de juros baixos anda rendendo cada vez menos.

Apesar disso, como anda este rendimento atualmente? Como tirar proveito dele, já que está com índices tão baixos? Sabia que, agora, é possível pegar crédito imobiliário atrelado à variação do índice da poupança?

Ficou curioso? Quer saber mais sobre como você ainda pode se valer de sua poupança, mesmo não rendendo o que gostaríamos? Continue por aqui! Na sequência, o Unum mostra todos os detalhes para que você faça o melhor uso possível da modalidade de investimentos mais popular do Brasil! Acompanhe conosco!

Como está o rendimento da poupança hoje em dia?

É difícil encontrar um brasileiro que nunca tenha reclamado dos juros baixos da poupança, não é verdade? Saiba que você tem toda a razão! Atualmente, a taxa básica de juros (Selic), que serve de referência para o rendimento da poupança, está em 2% ao ano. Assim, a poupança tem rendido 0,11% ou 0,12% ao mês, o que dá 1,40% ao ano, de acordo com dados do Banco Central (BC).

A poupança rende 70% da taxa Selic, se esta estiver em até 8,5% ao ano (nosso caso atual). Já se a Selic ficar acima de 8,5%, a poupança passa a render 0,5% ao mês mais Taxa Referencial, algo em torno de 6,17% ao ano.

Dessa forma, como se beneficiar nos investimentos?

Apesar do rendimento baixo da poupança, a opção acaba sendo mais interessante do que a maioria dos fundos de renda fixa. Segundo pesquisa da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), considerando os retornos atuais, a poupança ganha dos fundos que cobram entre 0,5% e 3% ao ano de taxa de administração em qualquer horizonte de tempo.

Na média, os fundos de renda fixa com 0,5% de taxa de administração conseguiriam no máximo empatar com a caderneta se o investidor ficasse mais de dois anos no investimento.

Levando-se isso em conta, há três opções neste caso:

  1. Se a pessoa já formou a reserva de segurança em algo líquido e com pouca oscilação, pode buscar opções de renda fixa que tenham resgates mais longos, como os CDBs;
  2. A segunda opção é buscar fundos que tenham este bom histórico de rentabilidade e consigam superar a média da poupança;
  3. Por fim, pode-se tomar mais risco em parte da carteira aplicando em fundos multimercados ou mesmo ações, mas desde que a pessoa se sinta confortável com estas alternativas.

Como se beneficiar no crédito?

A novidade é que agora o juro baixo da poupança pode ajudar o consumidor no lado do crédito, mais especificamente para comprar um imóvel. E isso em um momento em que o mercado imobiliário está com mais opções.

Há anos, para financiar um imóvel, a pessoa tinha uma opção: pegar um juro prefixado. Desde o ano passado, é possível pegar um financiamento atrelado à inflação. Neste ano, chegou ao mercado uma terceira opção: o financiamento imobiliário atrelado ao índice da poupança.

De acordo com o Banco Central, o juro médio cobrado pelo mercado no crédito imobiliário está em 7,2% ao ano. Quando o financiamento está atrelado à poupança, ele fica bem mais leve: 5,39% ao ano. E se os juros subirem? Se a Selic subir, o juro do crédito imobiliário pós-fixado, como um todo, também pode aumentar, mas no caso do financiamento atrelado à variação do índice da poupança há um teto.

No crédito imobiliário atrelado à variação do índice da poupança, os juros são formados por uma parte prefixada de 3,99% ao ano mais os juros da poupança, o que resulta atualmente num custo de 5,39% ao ano. Caso a taxa Selic volte a subir e, consequentemente, a poupança também, os juros desta opção de crédito vão subir até o limite de 10,16% ao ano, já considerando tudo: a parte fixa (3,99%) mais a variação do índice da poupança.

Para quem a modalidade é indicada?

Como os juros não são prefixados, o consumidor pode pagar juros maiores ou menores no futuro. Por isso mesmo, o crédito imobiliário atrelado à variação do índice da poupança é uma opção para quem tenha se planejado para eventualmente, no pior cenário, pagar um pouco mais lá na frente.

É um crédito imobiliário um pouco mais arriscado que o tradicional prefixado, mas menos arriscado do que é atrelado à inflação. A inflação muda a cada 30 dias, a poupança, a cada 45 dias (quando há alteração da Selic). Vale destacar que o comportamento da Selic acaba sendo mais previsível do que o de preços.

Esse crédito também serve para quem quer financiar o imóvel em um prazo um pouco menor, já que nessa situação de juros baixos que vivemos, essa alternativa pode sair mais em conta.

O que não muda em relação ao financiamento tradicional?

Há pelo menos quatro características que não mudam. A primeira é que a pessoa pode amortizar a dívida a qualquer tempo, caso prefira. Ou seja, se puder pagar mais parcelas em alguma época que receba bônus, receba um dinheiro extra ou venda mais por exemplo, é possível adiantar esse pagamento.

O segundo item que não muda é que os recursos do FGTS podem ser usados se a regra geral de mercado permitir. Vale usar o FGTS para financiar o primeiro imóvel, por exemplo, mas não um segundo. Outro ponto é o prazo que continua sendo longo, de até 30 anos para imóveis residenciais.

E por fim, não muda o fato de que você pode financiar a maior parte do imóvel, até 90%. Apesar disso, vale lembrar que quanto maior a entrada que você puder dar, menos juros irá pagar.

Onde encontrar?

  • A instituição que atualmente oferta o financiamento imobiliário atrelado à poupança é o Itaú;
  • O crédito imobiliário atrelado à inflação é encontrado na Caixa;
  • Créditos imobiliários prefixados, os mais comuns do mercado, são encontrados na maioria dos grandes bancos do país.
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