Copom Reduz Taxa Básica de Juros Para 2,25% ao Ano, Menor Selic da História

Por: Da Redação em 09/02/2021 - 18h46

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu na noite desta quarta-feira (17), de forma unânime, reduzir a taxa básica da economia (a Selic) em 0,75 ponto porcentual, caindo de 3,00% para 2,25% ao ano. Este é o oitavo corte consecutivo da taxa, que chegou a ficar estável por 18 meses. Não obstante, a Selic está no menor patamar da série histórica do órgão, que foi iniciada em junho de 1996.

Assim, o Brasil também passou a registrar juro real (descontada a inflação) negativo. Cálculos do site MoneYou e da Infinity Asset Management indicam que, nesse patamar, o juro real brasileiro passou a ser de -0,78% ao ano. O Brasil agora tem o 14º juro real mais baixo do mundo entre as 40 economias mais relevantes.

O corte desta quarta da Selic era esperado pela maioria dos economistas do mercado financeiro. Isso porque, com a pandemia do novo coronavírus, a atividade econômica despencou no Brasil, assim como a inflação. A avaliação era de que o BC seria levado a reduzir novamente a Selic para estimular a economia.

Inflação x Juros

Na mesma reunião, o Copom também atualizou suas projeções para a inflação deste ano. No cenário que utiliza câmbio fixo e juros do mercado financeiro, o Banco Central alterou sua projeção para o IPCA em 2020 de 2,4% para 2,00%. No caso de 2021, a expectativa passou de 3,4% para 3,2%.

O que leva o Banco Central a interferir na Selic?

Por dois motivos: Quando o Copom aumenta a Selic, há uma desaceleração da economia, o que impede que a inflação fique muito alta. Já quando a taxa básica de juros é baixada, o Banco Central pretende estimular o consumo e reaquecer a economia.

[Quote1] , disse o BC, em comunicado.

A Selic baixa é boa ou ruim?

Bom, a resposta é variável. Qualquer mudança na taxa básica de juros afeta três grandes pilares de sua vida: a inflação, o rendimento de diversos investimentos e as taxas de empréstimos, cada um de uma maneira distinta.

Com a Selic está em baixa, a tendência é de que os bancos e instituições financeiras acompanhem e diminuam as taxas de juros, tornando o crédito mais acessível para a população, uma vez que eles se baseiam na decisão do Copom para definir suas variáveis.

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Outro ponto é que preços em geral que compõem o cálculo da inflação podem até variar, mas não será muito, uma vez que a taxa básica de juros é diminuída para estimular a economia e controlar a inflação.

Porém, a Selic em baixa é prejudicial para investimentos, pois os títulos públicos indexados a ela e as aplicações em Renda Fixa passam a oferecer uma remuneração menor. Assim, Tesouro Direto, LCI’s e CDBs passam a pagar menos do que outrora.

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