Custo de vida no Brasil aumentou durante a quarentena

Por: Da Redação em 09/02/2021 - 18h46

Para cerca de dois terços os brasileiros, os gastos com alimentos, produtos e serviços para si e suas famílias aumentaram desde o início da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Este é o resultado da pesquisa Ipsos Essentials: Cost of Living Amid Covid-19, que foi realizada realizada pela Ipsos com 18 mil entrevistados – sendo 1.000 em terras tupiniquins – de 26 países.

Enquanto seis em cada 10 notaram uma alta no custo de vida, 15% disseram que os gastos diminuíram e 25% não sentiram diferença alguma nas contas no fim do mês. O impacto da Covid-19 para a população brasileira é muito similar à média global.

Considerando o total de participantes do estudo, 60% relataram aumento nos gastos, 12% perceberam uma diminuição e 29% disseram que os custos são os mesmos de antes da pandemia. O estudo on-line foi realizado com 18.000 entrevistados com idades de 16 a 74 anos em 26 países, entre os dias 22 de maio de 05 de junho de 2020. A margem de erro para o Brasil é de 3,1 pontos percentuais.

O que pesa no bolso do consumidor?

Na percepção dos entrevistados brasileiros ouvidos pelo levantamento, as compras de mercado – alimentação e produtos de limpeza – são as que mais alavancaram a alta nos custos durante a pandemia: 65% disseram ter tido gastos maiores nesses itens. Para 29%, permaneceram iguais e, para apenas 6%, os gastos diminuíram.

Os custos fixos, como serviços de água, energia e gás, também estão entre os que mais cresceram, na opinião dos participantes do Brasil. Para 46%, houve aumento nessas contas, 45% disseram estar iguais e 9% tiveram diminuição nos gastos. Já o valor dispendido em impostos ficou maior para 33%, enquanto 7% relataram queda nos custos e 60% não notaram diferença.

Em contrapartida, outras despesas ficaram menos custosas. É o caso dos gastos com transporte que, para 35% dos brasileiros, estão menores. Se mantêm os mesmos para 42% e aumentaram para 23%. Diminuíram também, para 34% dos entrevistados, os custos com roupas, sapatos e acessórios. Já 20% disseram que estão gastando mais e 46% não perceberam nenhuma mudança no bolso.

Economizar não é impossível

Porém, a boa notícia é que não é impossível economizar no período. É o que explica Nélio Costa, consultor financeiro da Planejar. De acordo com ele, existem dois cenários para o consumo nesse momento de pandemia e isolamento:

  • Quem conseguiu reduzir gastos e tem um dinheiro a mais guardado
  • Quem teve renda reduzida e ainda assim quer gastar sem ter uma reserva financeira.

No primeiro caso, se a pessoa conseguiu separar o dinheiro para os seus objetivos, como a reserva de emergência, aposentadoria, uma viagem, um patrimônio, e ainda sobrou um pouco, não tem problema gastar agora com algo que vá trazer um bem-estar; mas quem teve perda de renda, não conseguiu poupar nada e está querendo comprar algo para aliviar a tensão emocional, gastar com algo supérfluo agora é abrir mão de um plano futuro” [Nélio Costa – Consultor Financeiro da Planejar]

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