Em meio à crise do coronavírus, juros do rotativo caem para 300,3% ao ano

Por: Da Redação em 09/02/2021

A crise do novo coronavírus (Covid-19) traz diversos impactos na economia brasileira. Com as famílias em dificuldades para fechar as contas durante o período, uma vez que houve uma aceleração no desemprego e uma retração na atividade, o juro médio total cobrado pelos bancos no rotativo do cartão de crédito caiu 4,7 pontos porcentuais de maio para junho, conforme informou nesta quarta-feira (29) o Banco Central. Segundo a instituição, a taxa passou de 305,0% para 300,3% ao ano.

Segundo o órgão, os dados apresentados são diretamente influenciados pelos efeitos da pandemia da Covid, que colocou em isolamento social boa parte da população, reduzindo a atividade econômica das empresas e, consequentemente, elevando o desemprego.

Como boa parte da população teve queda de recursos no período, as famílias aumentaram a demanda por linhas de crédito nos bancos. Assim, houve maior busca pelo rotativo do cartão de crédito que, assim como o cheque especial, é uma das modalidades de crédito emergencial mais acessadas em momentos de dificuldades, como o que vivemos.

Vale lembrar que o juro do rotativo do cartão de crédito é uma das taxas mais elevadas entre as avaliadas pelo BC. A taxa da modalidade regular passou de 248,9% para 242,0% ao ano de maio para junho. Neste caso, são consideradas as operações com cartão rotativo em que houve o pagamento mínimo da fatura.

Já a taxa de juros da modalidade rotativo não regular passou de 335,8% para 334,0% ao ano. O rotativo não regular inclui as operações nas quais o pagamento mínimo da fatura não foi realizado.

No caso do parcelado, ainda dentro de cartão de crédito, o juro passou de 138,4% para 118,7% ao ano.

Considerando o juro total do cartão de crédito, que leva em conta operações do rotativo e do parcelado, a taxa passou de 76,7% para 69,8%.

Desde 2017, o BC obriga os bancos a transferir, após um mês, a dívida do rotativo do cartão de crédito para o parcelado, a juros mais baixos. A intenção do governo com a nova regra era permitir que a taxa de juros para o rotativo do cartão de crédito recuasse, já que o risco de inadimplência, em tese, cai com a migração para o parcelado.

Atualmente, porém, o risco de inadimplência aumentou, justamente porque muitas famílias estão enfrentando redução de renda, na esteira da pandemia do novo coronavírus.

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