Financiamento: O que é preciso saber?

Tudo o que você precisa saber para financiar o produto/serviço dos seus sonhos

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Financiamento: O que é preciso saber?
Alison Pitangueira
Alison Pitangueira

O financiamento é o crédito para quem quer antecipar uma compra, como a aquisição de uma casa, um carro ou até mesmo a formação na faculdade. Esta decisão, no entanto, deve ser tomada com muito cuidado. Afinal trata-se de uma 'dívida' que compromete o orçamento por um bom tempo.

Financiamentos de carros podem durar entre cinco e seis anos. O imobiliário, dependendo do valor do imóvel, chega aos 35 anos. O estudantil, direcionado para quem deseja estudar em uma universidade ou em um determinado curso, leva cerca de quatro a cinco anos para ser quitado.

Por isso é importante ter consciência de que os financiamentos são compromissos de pagamentos mais longos.

Pretende fazer um financiamento? Quer dicas exclusivas de como proceder? Quais os financiamentos mais comuns realizados no Brasil? Acompanhe, na sequência, com a gente!

O que é financiamento?

Um financiamento nada mais é do que uma operação financeira que visa o parcelamento de um produto ou serviço, para um consumidor que não seria capaz de adquiri-lo, se fosse necessário o pagamento à vista.

Assim como em outras operações financeiras, a instituição responsável por prover recursos nessa compra cobra um valor para ceder o dinheiro. Essa cobrança é feita, como de costume, com a inclusão de uma taxa de juros sobre o valor inicial.

Sendo assim, a instituição financeira irá fazer a compra do produto e, posteriormente, irá receber o valor emprestado com juros mês a mês, diretamente do consumidor.

Como funciona?

A ideia de um financiamento é a aquisição de produtos. É muito comum que ele seja utilizado para a compra de casas, carros ou motos, como é comum de se ver até mesmo em anúncios nas mídias. Não são, no entanto, apenas esses dois itens que podem ser financiados. Outras compras também são englobadas nessa categoria.

O que vai definir os itens que podem ser financiados são as regras e determinações da própria empresa provedora dos recursos na operação financeira. A seguir, a gente te mostra os principais financiamentos feitos pelos brasileiros.

Financiamento de imóvel

Quando uma pessoa compra um imóvel, uma casa ou apartamento novo ou usado, pode financiar o pagamento. Os financiamentos são realizados pelos bancos, que pagam ao vendedor do imóvel a quantia que quem compra quer financiar. A partir daí, o comprador deve pagar o banco que quitou sua dívida.

Durante esse período, o imóvel fica ligado à pessoa que fez a compra, mas não pode ser negociado enquanto a dívida com o banco não é paga. O prazo para o financiamento varia de acordo com cada instituição, mas costuma ficar entre 30 e 35 anos.

Diversos bancos oferecem financiamentos. O que os diferencia são as condições de pagamento, como as taxas de juros cobradas, a duração dos contratos e quanto do valor do imóvel pode ser financiado.

Vale destacar que o cliente precisa ter condições de pagar o valor de entrada do imóvel, já que os bancos costumam financiar de 70% a 90% do preço da casa, terreno, apartamento ou do imóvel comercial.

Existe um limite de crédito para cada tipo de utilização desse imóvel, por isso é preciso primeiro escolher qual será a aquisição, para buscar a linha de crédito que atenda as condições de financiamento.

Quanto às taxas de juros, elas normalmente são definidas de acordo com a faixa de renda do cliente e com relação ao prazo de pagamento. Quanto mais longo o financiamento, a tendência é que as taxas sejam mais baixas, no entanto, mais juros são adicionados pelo tempo de amortização do contrato.

Financiamento de carros

Os financiamentos para compra de carros novos ou usados são realizados em diferentes bancos privados e públicos, por meio do CDC (Crédito Direto ao Consumidor). Para isso, as pessoas podem entrar em contato direto com os bancos, informando-se com um gerente como podem ser feitos os financiamentos.

Os valores financiados, bem como as prestações do veículo, são negociados de acordo com o salário do comprador. Assim, a negociação é realizada sem intermediação da loja (concessionária) que vende o veículo.

Também existem as opções de leasing, na qual o carro é alugado com opção de compra, e o consórcio, no qual o carro só é recebido quando a pessoa é sorteada.

Financiamento de moto

Para financiar uma moto é preciso solicitar crédito para uma instituição financeira. Ela vai analisar o seu perfil e comprar a moto em seu nome, se você for aprovado. Depois da compra, você deve pagar as parcelas do financiamento até que o contrato seja quitado.

Em tese, qualquer pessoa física pode financiar uma moto, porém, para conseguir que o seu financiamento seja aprovado, será necessário passar por uma análise de crédito. Cada banco tem sua forma de fazer essa avaliação.

Em geral, no entanto, são estudados aspectos referentes ao score de crédito do consumidor (que mede as chances dele se tornar inadimplente) e a renda que ele tem para pagar as prestações. Dessa forma, o financiamento de moto é uma realidade possível para vários tipos de profissionais, incluindo autônomos, servidores públicos e empregados domésticos, dentre outros.

Financiamento estudantil

Quando falamos em financiamento estudantil, estamos nos referindo a programas que viabilizam o empréstimo dos estudantes junto a bancos no valor das mensalidades dos cursos, integral ou parcialmente, empréstimo esse que tem um prazo para ser pago.

Existem o financiamento estudantil público e o financiamento estudantil privado. Acompanhe a diferença deles, na sequência:

Financiamento estudantil público

O Fies é o Fundo de Financiamento Estudantil, um programa do governo federal administrado pelo Ministério da Educação (MEC). É um financiamento que contempla estudantes de cursos superiores pagos.

Funciona da seguinte maneira: ao ser aprovado na instituição de ensino privada e no Fies, o estudante paga as despesas da faculdade com os recursos do governo para devolver o dinheiro depois. Ele precisa arcar com os valores do empréstimo e também com juros e correção monetária dentro de um prazo previamente estabelecido.

Para participar do Fies, é preciso que o candidato tenha feito a prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), pois a nota do exame é considerada no processo de seleção. Além disso, o programa é dividido em categorias, de acordo com a renda familiar do participante. Assim, uma categoria é destinada para grupos familiares com até três salários-mínimos e outra, até cinco salários-mínimos.

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Financiamento estudantil privado

Já o financiamento estudantil privado é um tipo de empréstimo pessoal destinado a simplificar o acesso do estudante ao ensino superior. Com o financiamento, uma instituição arca com as despesas dos estudos para que o aluno devolva o dinheiro emprestado após o fim do curso, em geral, sob condições diferentes das do Fies.

Algumas dessas condições são o prazo para o pagamento da dívida, os limites de renda familiar e a participação no Enem. O financiamento também pode ser parcial ou integral, mas boa parte dos programas oferecem até 100% de financiamento para faculdades conveniadas às instituições financeiras participantes.

Os contratos variam entre um programa e outro, podendo ser semestrais ou anuais. Para participar, é preciso fazer a simulação, enviar a proposta e efetivar a matrícula, na maioria das vezes, de maneira menos burocrática do que no programa do governo.

Como consultar o score para financiamento?

O score é um indicador que as empresas possuem para descobrir se você cumpre com os pagamentos. Assim, a pontuação varia entre 0 a 1000 pontos. Quanto mais perto a sua pontuação estiver dos 1000 significa que o seu SCORE é alto. E quanto mais perto do 0 significa que o seu SCORE é baixo. Por isso, é importante que você saiba como ele se encontra antes mesmo de solicitar um crédito como, por exemplo, o financiamento.

O Score é elaborado por duas empresas: a Serasa Experian e a Boa Vista SCPC. Cada uma delas usa um banco de dados próprio, com várias informações, para alimentar o algoritmo que irá calcular a nota de cada consumidor. São dezenas de informações que são levadas em conta na elaboração do Score de Crédito. No entanto, elas podem ser divididas em 3 grandes grupos:

  • Registros públicos: informações de ordem pública, como pesquisas em relação ao mercado de trabalho, índice de inadimplência por região, média de renda ou de consumo etc;
  • Informações do consumidor: dados que são fornecidos pelo consumidor no momento em que solicita o crédito, como RG, CPF, renda mensal, endereço, escolaridade, profissão etc;
  • Histórico de crédito: dados que comprovam o comportamento de crédito do usuário, como limite do cartão de crédito, assiduidade de pagamento, títulos protestados, ações judiciais, credores, entre outros.

Para mais detalhes sobre o que é o score de crédito e como fazer para aumentá-lo, clique aqui.

Como prorrogar o financiamento?

Devido à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), as instituições financeiras decidiram prorrogar o prazo para o financiamento de produtos ou serviços, especialmente o de imóveis.

A Caixa Econômica Federal (CEF), por exemplo, decidiu prorrogar, por até seis meses, o período de suspensão da cobrança de financiamentos da casa própria. Vale ressaltar que a prorrogação anterior era de quatro meses. Agora, é preciso que os clientes informem ao banco que utilizarão a suspensão, o que antes não era necessário.

O cliente precisa acessar o aplicativo Habitação Caixa ou solicitar pelo atendimento telefônico. O app pode ser baixado gratuitamente nas lojas Google Play Store e Apple Store. Está disponível para usuários Android e iOS (Iphone).

A Central de atendimento telefônico é através dos seguintes números: 3004-1105 ou 0800-726-0505, opção 7. Caso o cliente precise efetuar algum tipo de negociação, deve ligar para outro número: 0800-726-8068, opção 2 – 4.

Como preparar as finanças pessoais para um financiamento?

A seguir, cinco dicas valiosas para você preparar suas finanças pessoais, não só para o financiamento, mas para a vida. Acompanhe:

Poupe uma parte de sua renda todo mês É importante que todos comecem a construir uma poupança o mais cedo possível. Se você ainda não faz isso, não perca mais tempo: defina uma parte da sua renda para ser guardada mensalmente. No início, não precisa ser muito, mas tenha em mente que o recomendado é que essa quantia esteja entre 10% e 30% de tudo que você ganha por mês.

Dessa forma, você terá uma segurança maior dentro do seu planejamento financeiro. Além disso, se quer atingir a independência financeira algum dia, você deve sempre ter o foco em se pagar primeiro.

Descubra quanto você gasta por mês É impossível organizar suas finanças se você não descobrir exatamente como está usando seu dinheiro e quanto gasta mensalmente. Por isso, se esforce para manter o registro contínuo de tudo o que você gasta. Existem várias maneiras de fazer um bom gerenciamento financeiro, como:

  • Apps de controle financeiro pessoal;
  • Planilhas;
  • e até mesmo uma folha de papel.

Muitas pessoas consideram os aplicativos de gerenciamento financeiro uma ótima opção, por serem bem intuitivos e estarem no smartphone, o que torna o processo de registro das despesas e receitas mais prático, o que também ajuda a evitar esquecimentos.

Corte gastos desnecessários Se a sua renda mensal é menor ou próxima do que você está gastando, faça uma análise criteriosa do seu orçamento e verifique onde é possível fazer cortes. Faça isso por meio de uma escala de prioridades, onde gastos com entretenimento e lazer, por exemplo, podem ser reduzidos e trocados por atividades mais baratas ou até mesmo gratuitas. Priorize despesas essenciais, como moradia, saúde e alimentação.

Invista corretamente o que for poupado Para administrar sua poupança com inteligência você tem que fazê-la render, pois de nada adiantará juntar uma quantia se ela permanecer parada “debaixo do colchão” ou na “Caderneta de poupança”. Por isso, é importante sempre aplicar seu dinheiro em algum investimento que te proporcione rendimentos.

Se você tem um perfil de investidor mais agressivo, dê preferência a aplicações mais arriscadas, como o investimento em ações, por exemplo. Se você segue uma linha mais conservadora, o recomendável é optar por aplicações mais seguras e estáveis, como CDB e Tesouro Direto.

Verifique sempre como você está se saindo Confira o seu progresso a cada mês. Verifique se suas finanças estão se comportando dentro do planejado. Caso contrário, faça uma reavaliação e determine o que precisa ser mudado. Isso não só ajuda a manter seu dinheiro em ordem, mas também a perceber o que está errado mais rapidamente.