Qual é a Importância da Reserva de Emergência?

Esse investimento é essencial para ser usados em casos de emergência. Por isso, é importante se organizar financeiramente para fazer esse fundo e escolher o modelo mais viável de aplicação

Por: Da Redação em 29/05/2020

Criar uma reserva de emergência é uma forma muito inteligente de prevenir endividamentos e transtornos em relação à vida financeira. Entretanto, embora seja uma medida muito indicada, diversas pessoas ainda têm duvidas quanto a esse fundo.

Por essa razão, com a finalidade de auxiliar pessoas que desejam criar essa reserva, o texto a seguir explica a melhor maneira de usar o dinheiro e como fazer um fundo de emergência.

Reserva de emergência: como se caracteriza esse tipo de investimento?

A reserva de emergência consiste em um tipo de investimento de curto prazo que pode ser resgatado em casos de necessidade. Ou seja: para imprevistos fora do planejamento financeiro.

Trata-se de uma medida essencial para lidar com situações complexas relacionadas às finanças. Afinal, imprevistos acontecem e aqueles que se preparam têm maiores chances de se reorganizar ou não ser prejudicados financeiramente.

Quem deve ter uma reserva de emergência?

É importante que todas as pessoas tenham façam uma reserva de emergência. Isso porque todas elas podem ser afetadas, de algum modo, pelas eventualidades.

Quando fazer uma reserva de emergência?

Tendo em vista que a reserva de emergência se caracteriza como uma aplicação para ser utilizada em situações de imprevisto, é importante se organizar a partir de agora para criar esse fundo.

No entanto, vale lembrar que é necessário ter uma determinada quantia para depositar na reserva. Por esse motivo, fazer um planejamento antecipado é essencial.

Como se planejar financeiramente?

Antes de qualquer planejamento financeiro, é importante verificar o rendimento mensal e os valores gastos no decorrer do mês (ex: aluguel, IPTU, parcela do carro, cartão de crédito, mercado, água, luz, gastos diários etc.). Tendo isso mente, a organização torna-se muito mais simples.

Fazendo a separação entre o rendimento mensal e os gastos com contas básicas é possível ter uma noção do valor que pode ser usado para a reserva. Todavia, essa quantia precisa ser bem realista.

Por que fazer a reserva de emergência?

Nunca se sabe o que vai acontecer no dia seguinte. É possível perder o emprego, adoecer e precisar de dinheiro para o tratamento ou mesmo quebrar o carro ou algum móvel da casa.

Sendo assim, com uma reserva de emergência é possível suprir todos os gastos com esses imprevistos e, desse modo, não ter a organização financeira prejudicada.

Como fazer a reserva de emergência?

Os especialistas na área de investimentos recomendam fazer uma reserva emergencial que consiga cobrir o padrão de vida do investidor por, pelo menos, seis meses. Contudo, o ideal é que esse investimento o proteja por um ano.

Desse modo, o investidor, no momento de fazer a reserva de emergência, precisa calcular as despesas mensais e multiplicar por esses seis meses (ou um ano, caso opte por esse período).

Por exemplo, se os gastos mensais são de R$ 1.500,00, a reserva de seis meses precisa ser de R$ 9.000,00. No entanto, se a reserva for para 12 meses, esse valor será de R$ 18 mil.

Onde investir?

Tesouro Selic

O Tesouro Selic consiste em um título público de renda fixa expedido pelo governo. Esse modelo de investimento se caracteriza, substancialmente, pelo empréstimo do investidor para o financiamento de áreas públicas, como educação, saúde e infraestrutura. Em contrapartida, ele recebe uma alíquota da taxa Selic anual.

Conforme os especialistas, o Tesouro Selic é um modelo de investimento muito recomendado para reservas emergenciais em virtude da sua baixa variabilidade.

Além disso, esse tipo de investimento se caracteriza pela liquidez diária. Portanto, em casos de emergência, ele pode ser retirado em apenas um dia útil.

CDB com liquidez diária

O CDB (Certificado de Depósito Bancário) com liquidez diária se configura como uma boa opção de investimento para reservas de emergência. Esse tipo de aplicação, normalmente, tem rentabilidade superior à poupança. Isso porque esses títulos buscam obter rendimentos superiores ao CDI (Certificados de Depósitos Bancários).

É importante enfatizar que os CDBs contam com a proteção do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) em até R$ 250 mil por CPF. Desse modo, caso o banco emissor quebre, o dinheiro do investidor permanece assegurado.

Fundo DI

O Fundo DI também se apresenta como uma alternativa indicada para reservas de emergência. Esse modelo de investimento é formado por ativos da renda fixa que acompanham as variações da taxa CDI.

Contudo, diferente do CDB, os Fundos DI não são protegidos pelo FGC. Por conta disso, é recomendado que o investidor certifique o rating da instituição emissora antes de aplicar o dinheiro na reserva de emergência.

Vale lembrar que os Fundos DI contam com taxas de administração e, em algumas instituições, com taxas de performance. Sendo assim, é importante considerar esses fatores no momento do investimento.

Onde não investir

Em relação aos investimentos não recomendados para reservas de emergência, por outro lado, os especialistas não sugerem aplicar em moedas estrangeiras (em razão da instabilidade) e em imóveis (por conta da necessidade venda rápida).

Sobre investimentos

Segundo os especialistas do mercado financeiro, é aconselhável fazer investimentos que tenham alta liquidez. Essa medida é recomendada porque não apresenta surpresas no momento de resgatar a aplicação. Diante disso, é necessário reconhecer as nomenclaturas usadas pelo mercado financeiro a fim de evitar confusões no momento de aplicar o dinheiro para reserva de emergência.

  • D+0 ou liquidez imediata: nesse modelo de investimento, o dinheiro entra na conta do investidor assim que ele opta por resgatar a reserva;
  • D+1 ou liquidez diária: nessa aplicação, o dinheiro da reserva é depositado no dia seguinte à solicitação do investidor;
  • D+30: nesse tipo de investimento, o dinheiro pode ser resgatado após 30 dias da solicitação do cliente;
  • Liquidez no vencimento: nesse modelo de aplicação, o cliente só pode resgatar o dinheiro no fim do vencimento do investimento.

Os três modelos de renda fixa (tipo de investimento que tem uma rentabilidade previsível) mais indicados para reserva emergencial são: Tesouro Selic, CDBs e Fundos DI.

2 Comentários

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