5 dos Maiores Processos de Falência da História da Economia Mundial

Corrupção, investimentos que deram errado, crise: conheça processos que extinguiram gigantes e deixaram centenas de desempregados.

Por: Gustavo Aguiar em 15/01/2021

O terror de qualquer empreendedor é criar uma empresa e não conseguir sustentá-la. Isso pode acontecer com um negócio local de bairro, mas também envolve empresas bilionárias.

No Brasil e no mundo existem vários exemplos de gigantes e líderes de seus setores que não conseguiram sustentar seus crescimentos. Em alguns casos por corrupção, em outros por erros de estratégia, mas sempre deixando, infelizmente, centenas de desempregados.

Separamos neste post alguns dos maiores processos de falência da história, que significaram a perda de bilhões de reais para seus proprietários. Confira a lista abaixo!

Lehman Brothers 

Com um ativo de mais de 690 bilhões de dólares, o banco americano Lehman Brothers  foi um banco de investimento e provedor de outros serviços financeiros, com atuação global, sediado em Nova Iorque.

Declarou falência em setembro de 2008, sendo considerado o maior banco falido da história da economia mundial. 

Sua decadência financeira começou quando o banco investiu de forma pesada em hipotecas subprime, rendimento que causou uma crise severa no setor. No início dos anos 2010, o valor desses ativos caiu para próximo de zero (0,03%) e o banco não conseguiu reverter a situação, fechando em 2018, após 158 anos da sua criação e impactando toda uma rede global de economia.

Varig Linhas Aéreas

A empresa de aviação Varig foi a primeira companhia da área fundada no Brasil e chegou a ser considerada uma das maiores do mundo no segmento entre os anos 60 e 80. Mas o gigantismo iludiu a Varig.

Depois de fazer um grande investimento em aeronaves no ano 2000, a Varig acabou impactada pela crise no setor aéreo em 2001, após os atentados de 11 de Setembro nos Estados Unidos. 

O investimento não deu retorno e para piorar, ainda surgiram duas grandes concorrentes para a empresa no Brasil: a Gol e a Latam. A Varig chegou a dever quase 6 bilhões de reais, entrou em recuperação judicial em 2006 e finalmente em 2010 foi à falência. A empresa continuou atuando em várias subsidiárias, mas encerrou sua atuação de grande porte no mercado de transporte aéreo.

Washington Mutual 

O mesmo motivo que derrubou o Lehman Brothers em 2008, jogou também Washington Mutual no abismo.

O banco, especializado em poupanças e empréstimos, também apostou caro mas hipotecas subprime e quando viu o valor delas cair bruscamente, também não resistiu. 

Em apenas 10 dias, o “WaMu” viu seus clientes retirarem 16 bilhões de dólares de suas contas. Era o empurrão que o Washington mutual precisava para cair de vez no precipício e, também em setembro de 2008, foi declarado como falido pelo governo americano.

O caso do Washington Mutual foi o segundo maior processo de falência da história dos Estados Unidos, superado apenas pelo próprio Lehman Brothers.

Banco Nacional 

Fundado em 1944 em Belo Horizonte, o Banco Nacional pertencia à família Magalhães Pinto. O banco tinha tanta expressão na economia brasileira que foi o primeiro patrocinador do Jornal Nacional, do piloto de Fórmula 1 Ayrton Senna e também patrocinou a final do campeonato brasileiro de futebol de 1984. 

Já no final dos anos 80, o Nacional começou a se deteriorar e em 1995 foi instaurada uma intervenção temporária especial para tentar salvar o banco da crise. Mas não adiantou: foram detectadas 652 contas falsas com saldo cinco vezes maior que o valor do patrimônio líquido do banco. 

Assim, o Nacional não suportou e em 1996 foi à falência, vendendo parte de seus ativos para o Unibanco. 

General Motors 

Com 91 milhões de dólares no valor de seus ativos, a General Motors foi a maior empresa industrial dos Estados Unidos a entrar com pedido de proteção contra falência. 

A GM ainda luta para se salvar e deve receber um estímulo do governo de 30 milhões de dólares para evitar a falência. Se concluída, a queda da General Motors será a quarta maior da história dos Estados Unidos.

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