Nova nota de R$ 200: como identificar uma verdadeira e uma falsa?

Por: Da Redação em 09/02/2021 - 18h46

A nota de R$ 200 foi lançada oficialmente nesta quarta-feira (2), contendo a imagem do lobo-guará gravada em seu verso. Sétima cédula da segunda família do real, ela já está em circulação, com expectativa de cerca de 450 milhões de cédulas emitidas este ano.

Porém, com tanta nota em rodando por aí, fica a dúvida de como podemos evitar a surpresa de pegar uma cédula fácil. E se tratando desse quesito, pode ficar tranquilo: a nota possui vários mecanismos antifraude.

Tal qual todas as demais da segunda família de cédulas do real, a nota de R$ 200 possui vários mecanismos de segurança, que são facilmente perceptíveis. Continue conosco que vamos lhe mostrar todos eles.

Como identificar uma nota falsa de R$ 200?

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  • Tamanho: desde que começaram a ser lançadas, as notas da segunda família do real tiveram tamanhos distintos, sempre ampliados de acordo com o valor em circulação. A de R$ 200, porém, terá a mesma largura e altura da cédula de R$ 20: 142 x 65 mm.
  • Microtexto: com uma lente de aumento, é possível ver o valor da nota impresso em tamanho muito pequeno em várias áreas de sua extensão.
  • Número escondido: se você colocar a nota à altura dos olhos, na horizontal, contra a luz, verá o número 200 próximo à esfinge.
  • Fio de segurança: coloque a nota novamente contra a luz e verá, próximo ao meio da nota, um fio escuro sem inscrições.
  • Quebra-cabeça: ao colocar novamente a nota contra a luz, você verá que as partes do desenho do verso completam as da frente, formando o número 200.
  • Número que muda de cor: ao movimentar a nota, é possível ver que o número 200 muda de azul para verde, em uma faixa holográfica
  • Marca-d´água: contra a luz, é possível ver a figura de um lobo-guará e o número 200.
  • Elementos fluorescentes: sob luz ultravioleta, é possível ver que o número 200 aparece na frente, um pouco acima do valor de face. Além disso, a numeração vermelha do verso fica amarela e pequenos fios se tornam visíveis em vermelho, azul claro e azul escuro.
  • Alto-relevo: porém, se você tiver alguma deficiência visual, poderá sentir a autenticidade da cédula pelo tato. Com ele, você sente o relevo em algumas áreas da nota, como nas legendas "REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL", nos numerais que indicam do valor de face, nas laterais da frente da cédula, na faixa vertical de folhas, flores e frutos, na marca tátil e na efígie da República (frente) e lobo-guará (verso).

Confira algumas curiosidades sobre as moedas que já circularam no Brasil:

  1. Mesmo tendo parado de ser produzida em 2005, a cédula de R$ 1 ainda é válida.
  2. Porém, quem deseja ter uma nota de R$ 1, precisará gastar até R$ 100 em sites de colecionadores, dependendo do estado de conservação.
  3. A cédula de R$ 10 produzida em 2000 também virou item raro, custando até R$ 200 em anúncios.
  4. A inscrição "Deus seja louvado" foi inserida nas cédulas em circulação no Brasil em 1986, durante o governo José Sarney. O lema foi mantido no Plano Real.
  5. As cédulas de real da segunda família, lançadas a partir de 2010, são as mais seguras da história. Uma nota de R$ 50, por exemplo, possui ao menos oito dispositivos anti falsificação (alto-relevo; microimpressões; marca d’água; fio de segurança; quebra-cabeça; faixa holográfica; elementos fluorescentes; e número escondido).

Por que a nota de R$200 foi criada?

O Banco Central avaliou que, com a pandemia, as pessoas estão guardando mais dinheiro físico, gerando uma demanda maior de papel-moeda. Isso significa que as cédulas estão sendo mais armazenadas, ficando menos em circulação, o que demandava mais impressão por parte da Casa da Moeda.

A criação da nota de R$200 foi uma resposta do Banco Central às mudanças provocadas pela pandemia do novo coronavírus. Esse momento, com essas necessidades, se mostrou oportuno” [Roberto Campos Neto – Presidente do Banco Central]

Segundo o BC, em 2019, o pico de dinheiro físico circulando foi de R$281 bilhões. Em 2020, a projeção do Banco Central era de R$301 bilhões em dezembro, época mais aquecida da economia por causa das compras de fim de ano. Mas a pandemia quebrou esse cenário: um pico de R$342 bilhões já aconteceu neste ano.

Esses números motivaram a impressão de mais cédulas.

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