Guedes Diz Que Privatizações de Correios, Eletrobrás, Porto de Santos e PPSA São “Óbvias”em 2021

Ministro também falou sobre a possível futura liberação de uma verba para a vacinação contra a covid-19

Por: Gustavo Aguiar em 27/12/2020

O Ministro da Economia Paulo Guedes declarou que o Governo Federal tem algumas prioridades para privatizações federais no ano de 2021. 

Guedes citou quatro companhias que, segundo ele, serão privatizadas. São elas: os Correios, a Eletrobras, o Porto de Santos e a PPSA (empresa responsável pela administração de contratos do pré-sal). 

“São quatro privatizações óbvias, conversando com nossos eixos políticos meses atrás”, disse Guedes.

A Batalha Pela Privatização dos Correios

A maior polêmica entre as privatizações almejadas pelo governo é a dos Correios, rejeitada pela maior parte do setor. 

Segundo Guedes, a privatização salvaria a empresa antes que ela se tornasse apenas funcional e também garantir o pagamento da aposentadoria dos funcionários que contribuem para o fundo de pensão dos Correios.

Mas o caminho não será fácil para Guedes. No último dia 10, o deputado federal Jesus Sérgio (PDT/Acre) protocolou um projeto de lei para impedir a privatização da estatal.

“O processo de privatização dos Correios deverá causar significativos danos à população e à economia dos municípios mais distantes do centro-sul do país, com prováveis fechamentos de agências e demissões de trabalhadores”, justificou Jesus Sérgio.

Eletrobrás e PPSA

Quanto à Eletrobras, empresa de economia mista responsável pela distribuição de energia elétrica nos Rio de Janeiro, o ministro disse que o governo não consegue investir os R$ 17 bilhões necessários por ano para o funcionamento da empresa, não chegando a R$ 4 bi em investimentos e por isso a Eletrobrás fica carente para cobrir as suas dificuldades financeiras

Guedes foi mais duro e chamou ainda o trabalho da PPSA de “patético” e de “pretexto para corrupção”, mas não declarou nada sobre o Porto de Santos.

O ministro Paulo Guedes afirmou ainda que as privatizações só não aconteceram por dois motivos. O primeiro deles é que os ativos financeiros foram reduzidos em todo o planeta devido à crise de covid-19. 

O segundo motivo, ainda segundo Guedes, seria um acordo político de partidos de centro com partidos de esquerda na Câmara dos Deputados e também pela resistência de alguns ministros do próprio Governo.

Governo Recua Sobre a Ceagesp

Sobre a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (CEAGESP), Paulo Guedes demonstrou um desinteresse do Governo pela privatização. Segundo ele, o presidente Jair bolsonaro decidiu adiar a venda temporariamente.

“O presidente disse que tem muita roubalheira lá. Disse que, antes de privatizar, precisa dar uma limpada lá. Num programa de privatização, pode dar propriedade de box para quem está lá. Seria a democratização do capital público. A privatização pode ser feita com um resultado de ganha-ganha”, justificou Guedes.

Verba Para a Vacinação

Paulo Guedes disse que nesse momento o mais importante é a liberação, já tardia, para os custos com a vacinação em massa da população brasileira. 

O ministro defendeu que cerca de R$ 20 bilhões sejam liberados para os custos com esses procedimentos. “O capítulo mais importante vem agora, que é a vacinação em massa. São mais R$ 20 bilhões para a vacinação em massa dos brasileiros”, afirmou Guedes.

Para Paulo Guedes, seguindo a linha polêmica adotada pelo Governo, a imunização deve ser opcional.

Mas também apontou que as vacinas podem ajudar no crescimento da economia brasileira e garantir que os brasileiros possam voltar ao trabalho de maneira integral.

“O retorno seguro ao trabalho exige a vacinação em massa da população brasileira. É uma vacinação voluntária e o que o governo tem que fazer é disponibilizar todas as vacinas para a população de forma voluntária e gratuita. Qualquer brasileiro pode escolher a vacina que ele quer tomar, não paga pela vacina e escolhe a vacina se quiser tomar. Essa vacinação gratuita de forma voluntária para os brasileiros é o que nós precisamos para que a asa da saúde bata ao mesmo tempo da asa da recuperação econômica”, afirmou Paulo Guedes.

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