Revisão de gastos? Saiba o que cortar primeiro

Quem viu a renda encolher ou, pior, ficou sem salário, precisa fazer ajustes no orçamento – saiba como fazer

Por: José Eduardo em 04/03/2021
Revisão de gastos: Saiba o que cortar primeiro

Quem teve o salário reduzido ou, pior, ficou sem renda, provavelmente precisou fazer ajustes no orçamento. Embora a recomendação seja priorizar o pagamento de contas essenciais, como alimentação, moradia, saúde e educação, escolher o que cortar não é uma tarefa simples.

Para tornar esse processo um pouco menos doloroso, o Plusdin sugere dividir as contas em dois grandes grupos:

  • Despesas obrigatórias;
  • Despesas não obrigatórias.

Feito isso, separe os gastos dentro de cada grupo entre fixos e variáveis (aquelas que não caem todo mês). Ao fazer essa relação, você saberá a prioridade de cada uma de suas contas, o que tornará mais fácil identificar o que é possível reduzir ou cortar.

Na lista de despesas obrigatórias entram os alimentos essenciais. Significa, portanto, que não podem ser cortados. Por outro lado, variam mês a mês e, por isso, devem ser reajustados para que caibam no novo orçamento.

A busca por marcas mais baratas é uma saída. Já itens que fazem parte do grupo de despesas não obrigatórias e variáveis — que, em geral, se resumem aos supérfluos — devem ser eliminados. Não consegue identificar que despesas seriam estas?

É o caso dos pedidos de delivery e da pizza do fim de semana. Os especialistas em finanças pessoais também recomendam rever quais serviços estão sendo efetivamente usados pela família.

Em especial, telefone, internet, TV a cabo e streaming. Se decidir mantê-los, vale a pena entrar em contato com as operadoras em busca de descontos. A portabilidade para pacotes mais baratos é sempre uma opção.

Boletos, o que fazer?

Não pare simplesmente de pagar seus boletos — negocie e peça descontos. Até porque em algum momento será necessário lidar com as pendências financeiras. As dívidas não pagas vão se acumular e, lá na frente, você poderá se ver sem saída.

Esse é o caso do aluguel. Para o caso de inquilinos que sempre pagaram em dia, os proprietários de imóveis costumam ser abertos ao diálogo. Não é vantajoso para o locador que o imóvel fique vago durante a pandemia, porque o mercado está pouco aquecido para novos contratos.

Além do aluguel, a mensalidade da escola é outro custo que pode ser negociado. Entretanto, tudo vai depender da forma como a instituição — seja de ensino básico ou não — se adaptou ao período da pandemia.

O Procon tem solicitado às escolas e instituições de ensino a abertura de canais para negociação com clientes. Se a instituição parou de prestar o serviço durante a pandemia, o consumidor não tem a obrigação de arcar com o pagamento das mensalidades.

Agora, se a escola passou a dar aulas online para manter o cronograma de aulas, ficará um pouco mais difícil a conseguir descontos e carências, já que, muito provavelmente, a escola precisou manter sua estrutura de custos.

Empréstimos. A quem recorrer?

Se mesmo depois de seguir os passos anteriores o novo orçamento não for suficiente para arcar com as despesas dos próximos meses, é hora de tomar decisões mais drásticas.

Vender um automóvel, por exemplo, mesmo que a um valor abaixo da tabela, é uma alternativa mais saudável do que pedir um empréstimo. Na ausência dessa opção, a orientação é procurar a ajuda de familiares ou amigos antes de recorrer a uma instituição financeira.

Se você não pode contar com uma rede de apoio, a saída é recorrer ao crédito bancário antes que as dívidas se acumulem. Até porque, se você se tornar inadimplente e ter o nome listado em um dos órgãos de proteção ao crédito, terá muito mais dificuldade para conseguir crédito.

Esse é o caso das financeiras, que muitas vezes oferecem crédito para quem está com o nome negativado ou não pode comprovar renda. Mas optar pela modalidade tem um custo.

Crédito bancário. O que levar em contar se for pedir

Se tiver dívidas antigas, especialmente relacionadas ao cartão de crédito e ao cheque especial — modalidades com as taxas mais elevadas do mercado —, o recomendado é procurar com urgência a instituição financeira em busca de uma renegociação.

Antes de sair por aí contratando qualquer modalidade de crédito, a recomendação é comparar as condições oferecidas por diferentes instituições. E aqui um ponto importante é: quanto maiores as garantias oferecidas, menores os juros cobrados.

Segundo dados do Banco Central, enquanto a taxa mais elevada para a contratação de crédito consignado ficou em 74,8% ao ano, para o cheque especial foi de 159,60%. As fintechs, como são chamadas as startups que operam no mercado financeiro, são vistas como excelentes alternativas neste momento. Invariavelmente, os juros são menores.

Elas operam com muita tecnologia e, por isso, tendem a ter operações mais enxutas. Logo, conseguem oferecer um crédito mais barato. Outro ponto crucial é identificar se a parcela do empréstimo cabe no novo orçamento financeiro. Pegar empréstimo e não pagar significa entrar na espiral da dívida impagável.

Uma vez que você supera um momento de dificuldade como o atual, é importante incorporar à rotina normal os bons hábitos adquiridos ao longo da crise. Principalmente, no que diz respeito às finanças pessoais. Ao conseguir reorganizar o seu orçamento, você pode pensar em fazer investimentos para fazer o dinheiro literalmente trabalhar a seu favor.

Você já fez alguma alteração nas suas finanças pessoais durante a pandemia? Conte sua experiência nos comentários aqui do blog. Não deixe de participar!

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