Vale a pena investir na poupança?

Se os brasileiros viram na pandemia a necessidade de novamente voltar a juntar dinheiro para necessidades, como a perda de emprego e também de renda com as reduções propostas pelas empresas, altamente impactadas pela crise gerada com as quarentenas, a poupança mostrou-se um meio novamente obsoleto de investimento.

Um levantamento feito pela ‘Poder360’ mostrou que os rendimentos oferecidos pela Poupança perderam – e de goleada – para a inflação no Brasil.

Primeiro é preciso entender o conceito de poupança, que é aquele dinheiro que a pessoa deixa em posse dos bancos, que remuneram após a data de aniversário do depósito. Mas essa remuneração está cada vez mais em baixa.

Em 2020, o rendimento foi de 2,1%, o menor dos últimos dez anos. No total, a rentabilidade da poupança para todos os seus aplicativos no ano passado chegou a R$ 23,8 bilhões. Em relação a 2019, a perda de quem investe na modalidade foi de 31,6%. No entanto, paralelamente aos números, em 2020, mais pessoas aplicaram seu dinheiro na poupança, que é de longe o investimento visto com mais apreço pelos brasileiros.

Essa movimentação se explica, como dissemos no início do texto, pelo temor da população com a falta de recursos e a instabilidade gerada pela pandemia. Do ponto de vista da saúde financeira do brasileiro, a movimentação é positiva. Ou seja, cada vez mais as pessoas estão se interessando em salvar suas economias para não passar por necessidades no futuro.

No entanto, o tipo de investimento não é capaz de gerar lucros para quem movimenta, deixando aquele suado ‘dinheirinho’ estagnado. Tenha em mente que um dos pontos positivos da saúde financeira é fazer o dinheiro trabalhar para você. No caso da poupança, você está, definitivamente, trabalhando para ela.

Inflação, IBOVESPA e Bitcoin derrotaram poupança em 2020

Em 2020, a inflação fechou em alta. O IPCA-15 bateu 4,23% contra 2,1% de rendimento da poupança. Quem também ‘goleou’ a tradicional poupança foi o índice IBOVESPA, que reúne as principais ações da bolsa de valores do país, com um rendimento de 2,9%.

Agora quem passeou mesmo foi o Bitcoin. A criptomoeda, de acordo com o levantamento do ‘Poder360’ teria rendido 418,7%, superando quaisquer aplicações no Brasil. A poupança ainda perdeu para o ouro e o dólar, com 55,9% e 29,2% respectivamente de rendimento.

Quais opções são melhores que a poupança?

Você precisa ter em mente que segurança no investimento também pode ser sinônimo de rentabilidade. Por isso, o Unum te apresenta alguns caminhos para diversificar seus investimentos, mantendo o perfil conservador.

Você tem sua reserva de emergência e almeja obter rentabilidade com o montante preservado. Nesse caso, o melhor direcionamento são as aplicações em renda fixa.

Renda fixa e crédito privado

Mesmo com a Selic em queda no ano passado – 2% – e um retorno considerado menor, esse tipo de investimento é adequado para quem almeja estabilidade e, por isso, não deve ser eliminado de sua carteira de rendimentos.

Um dos segredos é investir em aplicações com liquidez diária, como os Certificados de Depósito Bancário (CDB) ou no Tesouro Selic, por exemplo. Se for necessário, é possível resgatar os valores com rapidez. Nos dois casos, é possível fazer simulações de rendimento por meio de agências especializadas, ou até mesmo no próprio site do Tesouro Direto,

Uma das opções disponíveis para quem busca uma rentabilidade maior pelos próximos cinco anos, por exemplo, é o Tesouro Prefixado 2026. Ele possui uma rentabilidade anual de 7,13%, com um investimento mínimo de pouco mais de R$ 35 e com término em 1º de janeiro de 2026. Para outras condições e alternativas, acesse: https://www.tesourodireto.com.br/titulos/precos-e-taxas.htm.

Mas melhores opções dentro do cenário ainda de instabilidade projetados para 2021 podem aparecer para aqueles que queiram se arriscar um pouco mais. As alternativas são os títulos de crédito privado. Os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e do Agronegócio (CRA) aparecem como exemplos.

Renda variável

Quem deseja aplicar seus investimentos nesta modalidade tem como opções as ações, Fundos Imobiliários e Fundos de Índice (ETFs) para aproveitar o desempenho do mercado. Em todos esses casos, é necessário um acompanhamento profissional para orientações sobre qual tipo de investimento escolher, os melhores ganhos e também oportunidades.

Além disso, a operação na bolsa, por exemplo, é intermediada com o auxílio de correspondentes de negociações através de corretoras.

         
Da Redação
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